Você já se deparou com caixas de anúncios de determinado produto em diversas páginas após uma pesquisa realizada? Ou já deixou de ver uma postagem em alguma rede social sequer ter bloqueado um usuário? Pois bem, essas e outras situações frequentes em nosso cotidiano virtual são resultantes da atuação dos algoritmos.

“A tecnologia, em algum momento, irá exceder a humanidade” – o pensamento do físico alemão Albert Einstein ecoa na realidade como modo de reflexão acerca da manipulação dos sistemas de internet sobre seus usuários. Sob esse ponto de vista, a tecnocracia contemporânea conta com os mecanismos que limitam o acesso de internautas aos mais variados conteúdos, uma vez que esses são selecionados a partir de questões como relevância, engajamento e gosto dos assinantes. Contudo, tal interferência nas redes pode comprometer o ideal de liberdade que elas oferecem e, consequentemente, alienar os seus seguidores.

Mas o que são esses algoritmos?

Os algoritmos são um tipo de “cérebro artificial”, que filtram informações, rastreiam o banco de dados de determinados aplicativos e aproveitam os detalhes de todos os movimentos dos usuários a fim de moldar e construir um universo cultural adequado com as maneiras de pensar de cada um. Nesse sentido, o controle de dados das plataformas virtuais coleta as atividades e pesquisas feitas com mais frequências pelo indivíduo criando um suposto perfil para, posteriormente, oferecer somente conteúdos associados ao seu interesse.

As redes sociais aderiram ao mecanismo dos algoritmos com o intuito de alavancar as conexões entre os usuários que estejam engajados em um mesmo assunto ou tempo. O Instagram, por exemplo, desde 2016, vem apresentando as publicações por relevância (curtidas, pesquisas, comentários, stories, hashtags, compartilhamentos), e não por ordem cronológica. Apesar de algumas controvérsias dos seguidores da rede que alegam que o método prejudica alguns devido a ordem que os post aparecem, tal tática parece que funcionou: o Instagram é a rede social que mais cresce no mundo e com maior empenho dos usuários.

Cabe destacar que com o advento da internet no início dos anos 2000, surgiram novos paradigmas de comunicação na sociedade. Logo, por conseguinte, foi possibilitada uma maior praticidade e opções de escolhas às informações acessadas. dos algoritmos nos navegadores online pode criar um equívoco com tal liberdade garantida, visto que, com um perfil traçado de temas satisfatórios, muitos outros materiais Entretanto, a atuação serão restringidos – os quais, de acordo com a ferramenta virtual, não terão a ver com a pessoa- e o internauta não terá a facilidade de acessar novos conteúdos.

Em entrevista à BBC Brasil, Martin Hilbert -assessor de tecnologia da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e professor da Universidade da Califórnia- afirma que os algoritmos podem estar aprofundando as desigualdades sociais e colocando em risco as democracias. De maneira análoga à Hilbert, a matemática americana formada em Harvard e em Massachussetts Institute of Technology (MIT), Cathy O’Neil, assume que o mercado de trabalho está sendo afetado nitidamente pelos algoritmos nos EUA, uma vez que os currículos são cada vez mais descartados por mãos humanas. Isso porque as empresas estão criando sistemas automatizados em seus processos seletivos para averiguar testes de personalidades e filtrar currículos, o que elimina a prática das pessoas de irem até uma determinada loja para se candidatarem a uma vaga de emprego.

Dessa forma, muitas pessoas têm anseios de sempre serem burlados por essas ferramentas, tendo como impactos a diminuição da capacidade de navegar livremente na internet, um menor desenvolvimento do senso crítico e a alienação cultural. E para questionar esses efeitos na sociedade civil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP) e o Ministério da Educação (MEC) escolheram como tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2018 a “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. Apesar da formulação um pouco complexa, o tema é muito contemporâneo e importante na vida social.

Algoritmos e Marketing: como uni-los?

Para uma empresa, tais ferramentas podem trazer benefícios à marca, já que os algoritmos têm a funcionalidade de mostrar determinado conteúdo a um público alvo, contexto, relevância, engajamento, tempo, conexão, funcionalidade! Também, para uma empresa engajar no mercado, conquistar público, espaço no mercado! porém uma empresa deve levar em consideração que tal prática não pode prejudicar os usuários, para isso, é recomendável que uma empresa especializada em marketing digital como a Geração Tecnológica faça parte, planeje, elabore estratégias, defina personas, gerencie as redes sociais e cuide da imagem digital da marca a fim de atingir o consumidor de forma mais coerente e correta. Afinal, seu investimento tem que valer a pena.

Por fim, é válido salientar que, desde 2014, o Marco Civil da Internet regulamenta por meio de lei que a utilização da internet deve ser democrática, segura e livre por todos os cidadãos brasileiros.

Wederson Brandão.
Criador de conteúdo.


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